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sábado, 1 de março de 2014

Furcons - Convenções Furry!

Março chegou! E com ele veio o famoso feriadão de Carnaval... e o Abando, a primeira e única furcon do Brasil! Há um consenso geral na fandom que diz que furcons são a melhor e mais divertida parte de ser um furry, já que elas seguem a idéia clássica de reunir amigos e desconhecidos com um interesse em comum em torno de uma baita festa!

Como a fandom atualmente é muito grande, existem centenas de convenções espalhadas pelo mundo inteiro (mas especialmente nos EUA), cada uma com atrações diferentes, mas todam compartilham algumas características em comum. Vamos analisá-las?

Toca Dos Vendedores/Beco Dos Artistas (Dealer's Den/Artist's Alley)

A Dealer's Den da Anthrocon de 2013 - a maior na história da fandom!


 A alma, a essência, o coração de toda furcon é a Toca Dos Vendedores (Dealer's Den). É lá que você encontra pessoas prontas para vender de tudo - bichinhos de pelúcia, roupas temáticas, quadrinhos, pedaços sortidos de fursuits ou até mesmo suits completas! Embora isso tudo seja muito legal, o maior atrativo desta parte das cons são o fato de você poder conhecer seus artistas favoritos, conversar com eles ao vivo e comprar um desenho de sua(s) fursona(s) e ver ele ser feito ao-vivo-e-em-cores, na sua frente!

É nesse ponto que as Dealer's Den e os Artist's Alley se diferem. Os Alleys costumam ter algumas restrições impostas nas barracas (mercadorias aceitas para venda, tamanho das mesas, fontes de energia elétrica e acesso à internet) que as Dens não tem. Furries mais famosos e/ou com mais opções de venda normalmente alugam um espaço próprio para si nas DDs, enquanto "novatos" ou furs pouco conhecidos permanecem nas tendas grátis ou mais baratas (mas compartilhadas e com menos recursos) dos AAs. Então, se você for à uma furcon e quiser arte digital de seu(s) personagem(ns), você terá que lidar com as longas filas e o tumulto da Dealer's Den, mas quem opta por arte tradicional/não tem paciência/não tem dinheiro passeia pelo Artist's Alley.

Desfile De Fursuits (Fursuit Parade)


Originalmente criado por Yappyfox, um membro famoso da fandom, como um pequeno evento para entreter os donos de barracas nos DDs e AAs da Anthrocon de 1997 (que na época ainda ocorria na cidade estadounidense de Albany), o Desfile de Fursuits se tornou um evento oficial no calendário de muitas cons na Anthrocon de 2006 (já em Pittsburgh, seu lar atual). Normalmente ocorrendo na abertura e/ou encerramento dos eventos, a Fursuit Parade é um evento onde fursuiters interessados em exibir suas suits caminham coletivamente por todo o espaço do centro de convenções onde a con ocorre e pelo hotel onde ele é acoplado, as vezes até passeando pelo bairro ao redor do prédio! O líder do desfile sempre carrega algo para ritmar os passos de seus seguidores (normalmente um tamborzinho), e normalmente o percurso consiste de mais de uma volta completa.

Embora a parte da fandom mais exposta pela mídia seja o uso de fursuits (que tem um termo próprio no vocabulário furry, fursuiting ou simplesmente suiting) e a foto acima dê a impressão de que há um número enorme de suiters na comunidade, é interessante lembrar que uma fursuit completa é absurdamente cara e que ela necessita de cuidados especiais, diferentes dos outras roupas e fantasias. Além do mais, suits comuns não dispoem de qualquer tipo de sistema de refrigeração e são extremamente pesadas (muitos elevadores já foram quebrados por peso excessivo durante furcons, mas isso acabou se tornando uma piada frequente entre nós furries. Haja senso de humor!), tornando-as um saco para usar e transportar, e é por isso que muitos donos de fursuits só as usam em cons e grande parte da fandom prefere não as ter, fazendo a visão de um suiter completo algo raro fora de reuniões como essas.

Diversão!

Pesquisas mostram que jogar boliche é uma atividade muito popular e importante na fandom. O uso de fursuits aumenta a dificuldade do jogo devido a seu peso e seu tamanho, levando ao desafio insanamente divertido do "fursuit bowling"!
Atualmente, há muita discussão dentro e fora da fandom sobre o significado de ser um furry. Como eu disse antes, a furry fandom é principalmente um movimento psico-artístico, porém há um grande foco em diversão e entretenimento, e furcons oferecem ambos em abundância. Além dos stands de vendas e das fursuit parades, há sempre uma variedade enorme de campeonatos de videogames, boliche, salas de dança com DJs furry, sessões RP e muito mais!

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É realmente admirável o trabalho e dedicação que o staff de cada con coloca nesse tipo de evento, não só em furcons. Muitas convenções são mais organizadas e estruturadas do que a maioria dos grandes shows e eventos populares, especialmente comparados aos daqui do Brasil. Infelizmente, nós tupiniquins não temos nenhum equivalente da Anthrocon, FURther CONfusion ou Furry Weekend Atlanta... Claro, nós temos as convenções de anime/mangá e suas Salas Furry, mas infelizmente poucos as oferecem.

O parente brasileiro mais próximo de uma furcon internacional é o Abando, que tem suas raízes no Camp FERAL!, do Canadá. FERAL! e Abando se diferem de outras cons por serem um misto de colônia de férias e acampamento com toques furry, como gincanas para fursuiters, stands de vendas e competições de desenho. Nossa única furcon já é anual desde 2006, e na edição de 2013 teve a participação especial de Potoroo, o canguru que fundou e é chairman do FERAL!. Ela muda de tema a cada edição (como fazem muitas outras cons), e o tema deste ano é As Terras Do Daimyo - ou seja, Japão Feudal! A decoração das cabanas/chalés, o conbook e outros elementos refletem o tema, e fursuiters também são incentivados a modificar ou decorar suas suits para fazer o mesmo.


Algo interessante sobre muitas furcons é que elas também atuam como instituições de caridade, com grande parte do dinheiro gerado em vendas de ingressos e etc. convertidos para a proteção de animais selvagens e domésticos. Afinal de contas, todos nós - furries e non-furs - também somos animais. Sem eles, a fandom e a humanidade inteira não existiria, e nós temos de agradecê-los de algum jeito.

Deixando lições de moral e caridade de lado, tenham um bom Carnaval a todos! E para os abandistas que estão lendo isso, seus sortudos. Eu tenho MUITA inveja de vocês.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Pittsburgh - A cidade dos furries!




Pergunta rápida: Que lugar dos EUA você, meu leitor, acha que eu, Zillion Taborda, sonho em ir? Para os parques da Disney, em Los Angeles? Para New York, pra comprar coisas até explodir? Ambas alternativas estão erradas! Eu quero mesmo é ir para Pittsburgh!




"Pittsburgh? Eu nunca ouvi falar desta cidade, poxa! Porque você quer tanto ir para lá?", você pergunta. Eu, sendo um furry com orgulho, quero ir para Pittsburgh porque ela é internacionalmente conhecida como "A Cidade Dos Furries"!

Todo ano, é lá que ocorre a AnthroCon, a primeira, maior e mais famosa convenção furry do mundo, sempre lotada de artistas famosos e cheia de coisas para se fazer! Graças a importância no turismo da cidade que a AC possui, o lugar é completamente dominado por furries - há pessoas andando de fursuit por todos os cantos, calçadas são cobertas de pegadas animais propositalmente e muito mais!

"Fur, fun and so much more!"

Também graças a AC, o nível de tolerância a furries que o povo não-fur da cidade tem é alto. Isso é notável pelo fato de nossa raça ser muito odiada e ridicularizada nos EUA, devido ao papel de destaque dado aos yiffies (furries que só ligam para o lado sexual da fandom) na mídia, seja em comédias ou documentários (eu 
me aprofundarei mais nisso em uma postagem futura).

Além da AnthroCon, há também muitos outros passeios culturais interessantes em Pittsburgh, como os museus Carnegie de arte e ciências naturais e o Andy Warhol Museum! Mas dos muitos museus em Pittsburgh, o mais interessante para furries é o Toonseum, um museu completamente dedicado a arte de desenhos animados e quadrinhos!



Pois é, Pittsburgh é uma cidade fantástica não só para furries, mas para amantes de cultura em geral. Sem falar que ela é linda! Los Angeles e New York que se danem! Eu quero é ir para Pittsburgh!

P.S.: Eu tenho uma leeeeeve suspeita de que o prêmio que o Fauna Urbana dará para o maior acumulador de medalhas do site será uma viagem para Pittsburgh, para ir para a Anthrocon deste ano! Será?

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Inspiração–Um conto furry por Zillion Taborda

 

Era tarde da noite. Em uma casa humilde, que ficava dentro de um bosque mais humilde ainda, uma raposa, de caneta na boca, olhava nervosamente para um livro aberto, em branco.

- Ai ai ai... – disse Luís, a raposa em questão, abanando o rabo nervosamente. – Eu quero escrever alguma coisa. Eu sei que quero. Mas estou sem idéias...

O animal olhou, pela janela, para o mundo afora. Era tarde da noite, mais do que na hora de alguém de sua espécie dormir. Com um último bocejo e um olhar decepcionado para o papel em branco a sua frente, foi para sua cama.

Na manhã seguinte, a primeira coisa que Luís fez foi olhar pela janela de seu quarto. Tudo estava coberto por uma grossa camada de neve e gelo, com a forte luz do sol batendo no rosto de qualquer ser que ousar olhar para baixo ou para cima. Luís levantou-se, acendeu sua lareira, preparou um sanduíche de peito de frango feral para si mesmo (ele é uma raposa, afinal de contas), vestiu a jaqueta e o boné militarista que herdou de seu avô e, com o seu café da manhã na boca, foi dar uma caminhada pelo bosque para se inspirar.

O vento frio batia no focinho do canídeo e deixava-o seco, exigindo lambidas constantes. Seu frondoso pelo laranja ajudava muito na tarefa de se proteger do frio, embora a bela jaqueta que seu avô lhe deu era necessária em dias como aquele. Luís era uma raposa humilde, não se importava com aparências - embora sua vestimenta daquele momento fosse bem estilosa.

- Bem, vamos ver o que temos aqui... – Disse Luís, usando seus sentidos aguçados para procurar por toda e qualquer fonte de inspiração poética.

Um fino miado se ouviu no horizonte, junto com gritos e interjeições de choque. “Hrm.”, Luís pensou. “Provavelmente, um felino filhote se machucou enquanto brincava... Inspiração? Zero...”

Luís resolveu olhar para o céu. “O que está acima de nós sempre é uma ótima inspiração poética”, pensou ele. Os céus estavam calados naquela manhã, com seus habitantes se escondendo da neve e do frio. A única coisa que passou pelos ceús eram dois falcões desenvolvidos, provavelmente um casal. “Amor... Hmph. Muito clichê...” Concluiu a raposa, tentando esconder o fato de que nunca amou, e não saberia escrever nada sobre o amor. “O bosque está pouco interessante hoje... Parece que eu vou ter de ir à cidade.”

A cidade mais próxima do bosque onde Luís não passava de um mero vilarejo, mas isso não a impedia de estar sempre lotada. O barulho de dezenas de anthros falando ao mesmo tempo, com os anúncios de vendas em voz alta vindos dos comerciantes, deixavam Luís confuso e desnorteado, devido a sua excelente audição canina, e é por isso que ele mora em um bosque dominado por ferais. No centro da cidade, ao lado da igreja, havia o único lugar silencioso da vila, um paraíso cultural – a biblioteca municipal, que por acaso era também o lugar favorito de Luís, fora sua humilde cabana.

- Dona Camélia? – Perguntou Luís, batendo na grande porta da biblioteca, entrando e pendurando suas coisas. O lugar era equipado com uma pequena lareira, o que inutilizava a jaqueta que a raposa estava usando.

- Luís? Luís Reinhardt? É você? – perguntava a velha Camélia. A pobre ovelha não ouvia quase mais nada.

- Claro que sou eu, minha senhora. Eu sou a única pessoa que visita esse lugar, se lembra?

- Ah, claro. Infelizmente, a cultura dos habitantes da vila tem reduzido muito, de acordo com minhas observações. A biblioteca já foi um ponto badalado daqui... Agora todos só preferem a vida noturna, até mesmo os diurnos... Acredita?!

- É, infelizmente ninguém liga para livros atualmente...

- Então, o que deseja na biblioteca hoje, Luís? Eu adquiri um volume realmente interessante nesses últimos dias...

- Ah, não. Só estou a procura de inspirações para minha obra mais recente... Então, meus livros são populares por aqui?

- Oh, meu querido, tenho de admitir que não. O nosso acervo está caindo aos pedaços, e você... Bem, embora suas obras sejam realmente ótimas, você ainda é um escritor iniciante, sem editora, sem sucesso. Sinceramente espero que sua nova obra o leve a fama...

- Eu também, Camélia. Eu também...

Luís resolveu passear pela biblioteca até esbarrar em um livro inspiracional. Reza a lenda de que a biblioteca já foi a mansão da pessoa mais rica da cidade, porvavelmente o avô de Camélia. Por causa disso, o edifício era absolutamente enorme, com corredores largos e lotados de estantes cheias de livros. Filosofia, geometria, história... Havia de tudo lá. A raposa caminhava tranquilamente pelo edifício, até que esbarrou em um livro jogado no chão – uma enorme heresia, para um bibliófilo como ele.

- Hm? – Perguntou-se o anthro ao ver o livro, virando um pouco sua cabeça. – Que livro será este?...

A raposa pegou o pesado volume e leu sua capa de couro. Nela estava escrito:

OBRAS COMPLETAS DE JÚLIO VERNE

- Ohhhhhh, Júlio Verne! Eu preciso ler isso!

O canídeo correu para procurar um lugar para sentar, rebatendo sua cauda por todos os lados e acidentalmente derrubando alguns livros. Depois de um certo tempo procurando, encontrou a única mesa da biblioteca (acredite, em um lugar com tantos livros e corredores, é difícil achar tal coisa) e sentou na cadeira que a acompanhava.

Horas e horas se passaram e Luís continuava bitucado nos livros do velho Verne. Já era tarde da noite quando Camélia veio falar com a raposa.

- Luís? – Perguntou a velha ovelha, procurando a raposa por todo o lado. Sabendo a localização da mesa, logo encontrou-a. – Oh, Luís! A biblioteca já vai fechar!

- O quê? Fechar? – Luís imediatamente olhou para o velho relógio da biblioteca. – Caraca, nove! Nove da noite! Desculpe-me, Camélia! Tenho de ir!

Correndo, Luís pegou sua jaqueta e seu boné, vestiu-os e deixou a biblioteca. A velha Camélia o seguia, mas a pobre idosa não alcançava a jovem raposa. Quando chegou na porta, Luís já estava distante, no meio da vila.

- Luís! – Gritou Camélia, com toda sua força. – Você por acaso conseguiu encontrar sua inspiração?

Luís imediatamente parou de correr. Ele ainda não tinha encontrado sua inspiração! Como uma última esperança, olhou para seu redor. Os noturnos estavam chegando e alguns poucos diurnos ainda bebiam e festejavam, mas nada de mais acontecia.

Luís estava em pânico por ter encontrado sua inspiração, até que ele teve uma epfiania. Sua inspiração esteve sempre à sua frente e a seu lado, em todo lugar! A raposa voltou a correr, agora ainda mais rápido, em rumo a sua casa na floresta. Teve de atropelar alguns anthros na cidade, mas suas idéias não podiam esperar. Quando chegou em sua cabana, a lua já estava em seu pico no céu. Largou sua jaqueta e seu casaco no cabide, pegou a caneta e começou a escrever sua história.

Esta história começa numa casa humilde, em um bosque mais humilde ainda, onde uma humilde raposa pretende escrever um livro... 

 

uVHYaudGeEsta história foi inspirada pelo desenho “Vintertid”, do excelente artista furry escocês conhecido na internet come StrangeFox. StranjFox ou simplesmente Stranj. Confira suas galerias no deviantArt (strange-fox.deviantart.com) e no FurAffinity (http://www.furaffinity.net/user/strange-fox/)!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Meus cadernos "furry"!

E aí pessoal que confere meu blog! Desculpe por não postar alguma coisa nova por um tempo! Já estou fazendo uma reportagem das grandes, preparem-se! 


Durante esse tempo que eu não postei, comecei a pensar em maneiras de mostrar mais o mundo minha adoção a furry fandom e a paixão que tenho por animais. Como ter uma fursuit só minha é atualmente impossível e eu não encontro nada brasileiro e barato associado a fandom, e aproveitando o fato de que eu precisava atualizar meu material escolar, eu decidi "furryfizar" dois de meus cadernos! Eu usei papel branco e preto e cola-bastão para fazer eles lembrarem meu animal favorito e a espécie de minhas duas fursonas, o cangambá! Aqui vão mais fotos: 



Em um dos cadernos (o único que consegui "furryfizar" totalmente, na capa e contracapa), escrevi citações fícticas de um dos meus personagens, Samuel Faetoria. Ele é um vilão com ares de filósofo, saca? 

Se você quiser, pode desconsiderar esta postagem, pois logo eu vou postar um das grandes, tratando de um dos melhores artistas furry que já conheci na net! Até lá, fellow furs!